Com tanta convivência a gente vê o melhor e o pior de cada uma. O que era um defeito leve, que convivíamos de vez em quando, no cotidiano se potencializa. As qualidades idem. Absorvemos os hábitos umas das outras, temos que abrir mão de alguns desejos individuais em favor do bem comum e descobrimos que outro ponto de vista pode cair muito bem.
Em um roteiro apertado não temos como fugir quando alguém estressa. Nem chutar o balde e simplesmente resolver ir embora. Afinal, temos um plano. Temos um alvo. Existe uma missão em conjunto. Temos um lugar para chegar. E é em prol desse compromisso que caminhamos todos os dias. Que nos acordamos sempre morrendo de sono, saímos para viver algo novo e voltamos exaustas para dormir em algum lugar.
E é assim que se desenvolve algo incrível chamado cumplicidade. Cumplicidade não é se tornar igual, mas é aprender a equilibrar qualidades e defeitos em uma equação positiva. E que fique claro que positiva não significa perfeita.
Antes de começar a viagem ouvimos dizer que depois de passar tanto tempo juntas haveria uma escolha: nunca mais querer nos ver ou perceber que o amor que sentimos umas pelas outras ser potencializado. E posso dizer em claro e bom tom que temos vivido a segunda opção.
Não somos iguais e sei que nunca seremos, mas casamento é isso. É usufruir das coisas incríveis que a convivência harmoniosa com as diferenças pode proporcionar. E olha que esse "casamento" é de mentirinha. Imagine então com um de verdade.















